Experiências, dilemas e desafios do fazer etnográfico contemporâneo (2010)

Schuch, Patrice y Vieira, Miriam Steffen (eds.) (2010): Experiências, dilemas e desafios do fazer etnográfico contemporâneo. 1a edición. Serie Práticas de Justiça e Diversidade Cultural. Porto Alegre, Editora da UFRGS.

“Este livro apresenta os resultados das reflexões propostas no encontro ‘Ciclo de palestras: Experiências, Dilemas e Desafios do Fazer Etnográfico Contemporâneo’, ocorrido em Porto Alegre, em novembro de 2007, no âmbito do Núcleo de Antropologia e Cidadania da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (NACi/UFRGS). O Ciclo reuniu pesquisadores de diversos estágios do processo de formação profissional para discutir o exercício da antropologia e prática antropológica, no âmbito de pesquisas sobre saúde, infância, música popular, violência de gênero, homoparentalidade, populações indígenas, imigrantes, associações comunitárias, movimentos sociais e a bolsa de valores. O interesse foi de debater –a partir de casos concretos– como a etnografia é exercida, praticada, vivenciada e redimensionada cotidianamente. O eixo articulador das apresentações foi a interlocução entre os desafios etnográficos e a prática antropológica, relação que dá também o tom da obra traduzida neste livro. A singularidade da proposta é justamente trazer para o primeiro plano debates acerca da relação entre o processo de pesquisa e a produção de conhecimento em antropologia, reunidos no que estamos chamando de ‘fazer etnográfico’. Percorrendo a variedade de orientações teóricas e formas de conceber e praticar antropologia, a noção de ‘fazer etnográfico’ assume centralidade, como meio de possibilitar discussões sobre a prática antropológica contemporânea. Afinal, como pensar a antropologia sem discutir a ressignificação que as etnografias assumem em contextos e modos de produção diferenciados?

Este livro pretende discutir como a relação entre o processo de pesquisa e a produção de teorias e dados na antropologia se expressa na minúcia do trabalho antropológico, focalizando prioritariamente quatro dimensões: definição dos universos e problemas de pesquisa, escrita do diário de campo, dimensão temporal da pesquisa antropológica e a relação entre ética e pesquisa na antropologia. Mais do que procurar respostas definitivas, a intenção é debater essas problemáticas a partir dos desafios e dilemas da pesquisa de campo e esboçar perguntas que podem guiar novos vetores do fazer antropológico. Como a escolha de determinados universos particulares de pesquisa repercute na produção de conhecimento em antropologia? De que modo diferentes estilos de escrita e organização dos diários de campo, artefatos antropológicos privilegiados, implicam em modos diferenciados de construção do outro e de si? Quais são as possíveis implicações, para a antropologia, das diferentes configurações temporais em que as pesquisas etnográficas se constituem? Como confrontar a ética de pesquisa antropológica com outras éticas de produção de conhecimento e quais os efeitos, para a prática antropológica, da utilização de determinados procedimentos, tais como o consentimento informado e o anonimato dos investigados?”.

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